Em 1940 Oświęcim foi objecto de estudos geológicos. Os alemães recém entrados na Polónia analisaram a capacidade de drenagem das vastas planícies que sustentavam o cultivo de cereais. A grande capacidade de drenagem aliada ao facto de o terreno ser plano agradava-lhes. Principalmente porque nesta pequena localidade se situava um nó ferroviário de alguma importância. Central e com grande capacidade de movimentação de transportes, tanto de comboios como de carros, era o local ideal para a localização de um novo pólo industrial. Esse pólo foi desenvolvido o quanto antes. Lá se instalaram fábricas de borracha sintética e de combustível, como a Buna-Werke, bem como, com o decorrer da segunda guerra mundial, toda uma série de fábricas relacionadas com o esforço de guerra alemão.
Provavelmente nunca ninguém ouviria falar de Oświęcim não fora o facto de lá se ter instalado a maior de todas as fábricas, ela sim imprescindível ao sucesso de todas as outras…
… e se muito poucos escutaram este nome foi porque os alemães o mudaram logo após a ocupação. Oświęcim passou a figurar nos mapas de geografia como Auschwitz.
A entrada é gratuita (como só o poderia ser) e é visitado cerca de 250.000 pessoas anualmente: Americanos que contemplam a arquitectura e as madeiras dos telhados que resguardam as casernas abandonadas pelo exército polaco ainda antes da eclosão da guerra,
grupos de jovens em excursões escolares, famílias que aproveitam o dia para saírem de casa, peregrinações de judeus que ostentam a bandeira de Israel e rezam baixinho cânticos que ensurdecem as nossas almas. Cá fora há amplos jardins que convidam a um pique-nique e vários parques de estacionamento para autocarros autopluma com ar condicionado.
Por 2 zlotis e meio compramos o guia do museu património da humanidade e pela mesma quantia assistimos ao filme de 30 minutos que faz o necessário enquadramento. Ao todo gastamos 1 euro e meio (se não contarmos com o zloti e meio que gastamos nas imaculadas casas de banho guardadas por circunspectas, mas nem por isso antipáticas, senhoras de semblante carregado). Há minibuses que nos levam, também gratuitamente, em silêncio durante 3 km até Birkenau. Também nos trazem de volta. Ainda bem.
Nós não gastámos os 210 zlotis da visita guiada. Ainda mal…

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