terça-feira, 29 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Todos os dias, todos os dias...

"Ela era tão bonita que me era difícil afastar o olhar. Queria vê-la a rir, queria ver como o rosto dela reagia ao que eu dizia, observar-lhe os olhos, estudar-lhe os gestos. Só Deus sabe as coisas absurdas que eu disse, mas fiz o melhor que podia para me distanciar, para enterrar os meus verdadeiros motivos sob aquele ataque de charme."

Paul Auster - Trilogia de NY - O Quarto Fechado

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

É impressionante…

…a quantidade de pessoas que eu não conheço e que os outros conhecem. Falam deles nas revistas, nos jornais e no facebook. E eu sem perceber nada do que eles dizem (os que eu conheço, mas que falam dos que não conheço).

A coisa piora quando recebo mails com filmes (ou links para filmes) de humoristas de renome que fazem piadas sobre essas pessoas que eu não conheço… além de não perceber nada, fico irritado pelo facto de não me estar a rir (como frequentemente imagino a fazê-lo, ao emissor dos mails, no momento em que os recebeu). Isto para além de defraudar as expectativas dele (que mos enviou - os mails!). Ele também deve imaginar-me a rir, não é?

Por vezes julgo que a culpa é minha: ignorância; desmazelo; indiferença; preguiça… falta de memória?!

Nah! A culpa é mesmo da merda da TV Cabo!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Da última vez

Que deixei de fumar, consegui ficar 3 anos sem voltar. Devo confessar que por vezes já me esquecia do prazer imenso que é fumar. Daquele sabor agradável que se infiltra pelas papilas gustativas do nosso músculo mais complexo, da sensação forte e poderosa que é a de engolir o fumo, das ligeiras tonturas que se sentem quando o cérebro é bafejado pelas doces toxinas que o sangue amigavelmente lhe oferece.

O regresso ao prazer foi absolutamente necessário. Estava há 3 ou 4 dias sem dormir, não tinha tempo para almoçar nem para tomar banho e tudo o que tínhamos planeado transformara-se numa improvisação à custa de quem já tinha ensaiado para outras peças. Mas nunca para aquela. E nunca com tanta gente a assistir.

O que nos valeu foi o espírito que entretanto se foi criando por todos aqueles que foram chamados a assumir as responsabilidades que não eram suas. Quando uns falharam, os outros, nós, tivemos de avançar!

E assim foi. Ao fim de 4 dias a remendar o que não devia ser remendado, alguém se lembrou de dizer. Vou fumar um cigarro!

Lembro-me que se fez um silêncio enorme à porta da P-16 onde estávamos a colar (com uma fita cola que não colava) umas cartas topográficas coloridas cuja impressão (feita na empresa do pai do Roger, para ser mais barato) tinha ficado desfocada e alterava as linhas das coordenadas. Sem isto os rapazes podiam perder-se no Raid!

O silêncio foi bastante prolongado, ou pelo menos assim me pareceu. Afinal, de todos os presentes, só dois é que fumavam. Todos os outros eram ex-fumadores. Éramos, ao todo, oito.

Passados uns 3 meses, quatro tínhamos voltado a fumar.


XXIII ACAREG


Desta vez o ACAREG foi mais calmo. Se dormi mal foi porque fiquei na conversa até tarde, almocei sempre a horas e não houve um único dia que não tomasse banho. Trabalhei, é certo, mas desta vez não fui bombeiro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Não foi hoje, mas foi ontem…



Que fez um ano que deixei de fumar. Ainda não sei se fiz bem…

Agora que penso nisso de forma mais desafectada (não muito mais), chego à conclusão que não foi por causa da saúde. Sinceramente não me importava com a tosse cavernosa duas vezes por ano, nem com o terrível medo do bicho papão chamado cancro no pulmão.



O dinheiro também nunca foi muito importante na minha relação com o cigarro. Fumava quando me apetecia e, caso não tivesse muito dinheiro, acedia sem hesitações ao tabaco de enrolar.



O prazer de fumar é imenso! Quem julga que os que fumam são estúpidos está muito bem enganado. O fumo é mesmo bom! Fumar é maravilhosamente bom…



Então porque é que deixei de fumar?

Apesar de ainda não saber lá muito bem o que se passou pela minha cabeça, acho que o verdadeiro motivo foi a teimosia. Custa-me o facto de não poder não fumar! A sensação de ter de fumar o décimo quarto cigarro do dia, que é deixado mal apagado em cima da mesa do escritório, o pânico de ir para casa só com meio maço no bolso e ter de passar pela estação de serviço… o “ter de” sempre me fez cócegas ao intelecto.



Assim optei por me libertar deste “ter de” fumar.

Burro!

Agora tenho de continuar…

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Muito tempo

Há desejos que não conseguimos satisfazer.

Este é um deles: gostava de ter tempo para escrever.

Mas há mais: estar próximo de quem está longe, comer o que não podemos, ter o que não temos, afastar-se de quem está perto.

Hoje cheguei aos Açores e já quero voltar!

sábado, 25 de outubro de 2008

Ups!

E não é que já nasceram os 2 dentes de baixo ao H.

Sim, é sinal de normalidade, que tudo está a correr bem. É símbolo de alegria e de um novo estágio que aí vem. Mas é também prenúncio de febres, diarreias e … noites mal dormidas.

Mais noites mal dormidas…


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A porra da Gripe e a merda da Escravatura

O que mais me tem vindo a atormentar as mal passadas noites (como os mais mal passados bifes), para além dos suores frios que insistem em enrodilhar os lençóis à volta do meu corpo e o sonhos febris que me levam a visitar parentes distantes, é precisamente esta frase: A porra da Gripe e a merda da Escravatura.

Sexta comecei com umas dores de garganta enquanto esperava que a L. saísse do ballet (sim, depois admiras-te que ela goste da Barbie Borboleta). Cheguei a casa e as coisas pioraram depois da janta. Cama com ele.

Sábado acordei um pouco melhor, ajudado pelo antigripe ingerido com o café da manhã. Á tarde lá me senti com vontade de dar uma saltada pelo JOTA, mas às 19:00h fui obrigado a recusar umas imperiais… a coisa estava preta!

Domingo na caminha, embora com idas a espaços para o velhinho PC para preparar as aulas de terça-feira (vou começar uma disciplina nova) e para enviar umas ordens de trabalho para as sessões síncronas da semana (esta são quatro).

Segunda, com 2 antigripes no bucho vou deixar o H. à avó, passo pelo Hospital dos Lusíadas falar com o “Enfermeiro Director” (nem sabia que havia disso nos hospitais – deve ser porque este é privado) por causa das faltas de umas formandas que estão por lá a estagiar (só uma é que vai ser contratada – bem feita para as baldas!!!), corro para a empresa de formação deixar a papelada e assinar uns sumários, pausa para mais 2 antigripes com café e Gerónimo com ele para casa. Almoço fast, metro, aulas, metro, Buscar a L., ida ao Ballet (depois admiras-te…), casa!!!!

Mais dois antigripes para aguentar a noitada de preparação das aulas para o dia seguinte (sim, amanhã era terça-feira!!!!).

Noite em branco, “acordar” às 06:30h, metro, aulas das 08:00h às 17:00h, metro, casa.

Enfio-me na cama, mesmo antes de jantar e grito: Porra de Gripe e merda de Escravatura dos Recibos Verdes!!!!!



É que amanhã volto a ter aulas às 8 da matina, e hoje é dia de entrega de exercícios pela net!!!!!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Chuva

Não, não é só a chuva que me deixa mal disposto.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Eleições

E lá fomos eleitos

Claro que só havia uma lista. Claro que não era para uma organização de renome. Claro que não implica prestígio nem remunerações de espécie alguma. Entrevistas, nem pensar.

Ainda assim, a sensação é engraçada.